Mais outra noite,
O mesmo buteco,
O mesmo balcão,
O mesmo copo sujo.
Prometi "nunca" mais amar,
Prometi "nunca" mais beber,
Prometi "nunca" mais fumar,
Prometi "nunca" mais encostar neste balcão.
Putz, Prometi nunca mais
dizer "nunca mais".
Tantas promessas em vão...
Todas rompidas, esfaceladas, apagadas;
Silêncios,vazios, medos, náuseas.
Tudo isso vêm sempre que prometo algo
em uma mesa ou balcão de butecos...
alvessantos. maio/2009
Retratos, paisagens, fatos, sonhos e ilusões de um amante da fotografia, da poesia, amante da natureza, amante da vida, viver e ser feliz e nada mais....
7 de maio de 2009
16 de abril de 2009
SUAVES E MALDITOS
Suave a faca que corta o legume.
Suave a mão que me massageia o corpo,
Suave a boca que beija,
Suave a língua que me roça,
Suave o dedo que me coça.
Maldita a faca que me corta a garganta,
Maldita a mão que me concede o tapa,
Maldita a boca que me escarra.
Maldito o dedo no gatilho.
Suaves e malditos são
A caneta, o papel e os versos
Que restaram nesse pobre papel.
Alvessantos
Suave a mão que me massageia o corpo,
Suave a boca que beija,
Suave a língua que me roça,
Suave o dedo que me coça.
Maldita a faca que me corta a garganta,
Maldita a mão que me concede o tapa,
Maldita a boca que me escarra.
Maldito o dedo no gatilho.
Suaves e malditos são
A caneta, o papel e os versos
Que restaram nesse pobre papel.
Alvessantos
Ingiro cápsulas coloridas
De alguns “tarja preta”
Todas as noites antes de dormir.
Sempre de forma controlada,
Muitas vezes descontroladas e
Acompanhado de uma bela
Dose de conhaque.
Sei que não posso morrer;
Pois a morte me deixou,
Abandonado embriagado,
Abraçado num poste de um orelhão
Sujo naquela noite fria.
Um indigente, sou um indigente!
Furtado pelos filhos da noite;
Drogados e felizes.
Com seus desejos insanos.
Apenas mais um.
Um maltrapilho,
São ócios da vida boêmia.
Alvessantos. abril/2009
De alguns “tarja preta”
Todas as noites antes de dormir.
Sempre de forma controlada,
Muitas vezes descontroladas e
Acompanhado de uma bela
Dose de conhaque.
Sei que não posso morrer;
Pois a morte me deixou,
Abandonado embriagado,
Abraçado num poste de um orelhão
Sujo naquela noite fria.
Um indigente, sou um indigente!
Furtado pelos filhos da noite;
Drogados e felizes.
Com seus desejos insanos.
Apenas mais um.
Um maltrapilho,
São ócios da vida boêmia.
Alvessantos. abril/2009
OI VALF
Quando eu morrer,
Não quero flores
Sobre meu corpo.
Não quero prantos,
Silêncios, velas queimando.
Não quero cadeiras enfileiradas,
Nem cafezinho em xícaras.
Quero um corpo nu,
Coberto por minhas fotografias.
Quero um sorriso imenso
Em minha face pálida.
Velas apagadas
Todos cantando
“canto para minha morte”.
Vinhos baratos,
Cervejas e cachaças
Acompanhados de
Pasteizinhos e torresminhos.
alvessantos. abril 2009
Não quero flores
Sobre meu corpo.
Não quero prantos,
Silêncios, velas queimando.
Não quero cadeiras enfileiradas,
Nem cafezinho em xícaras.
Quero um corpo nu,
Coberto por minhas fotografias.
Quero um sorriso imenso
Em minha face pálida.
Velas apagadas
Todos cantando
“canto para minha morte”.
Vinhos baratos,
Cervejas e cachaças
Acompanhados de
Pasteizinhos e torresminhos.
alvessantos. abril 2009
25 de março de 2009
Passado ou Futuro?

Mataram as velhas;
Mataram os pais;
Mataram as mães;
Mataram os filhos.
Árvores já não alimentam
As caldeiras, os fornos;
A fumaça, muitas vezes cinza;
Outras brancas, morenas, parda;
Enfim vermelha...
Os cães soltos famintos perambulam
Pelas ruas, prédios e casas;
À procura de carne fresca,
Atrás das grades estamos seguros,
Seguros?
Aviões cruzam os céus, bombas caem;
Rasgam chãos, montanhas, vilas e cidades;
Mortes, sofrimentos, dor, angústias melancolias;
O fim está próximo?
Ou será apenas um recomeço?
Não, não é o fim,
É apenas o presente;
Um futuro passado.
alvessantos .
“DIGAMOS ASSIM”
O que você diz?
O que eu disse?
O que eles dizem?
O que você disse?
O que eu dizia?
O que eles disseram?
O que nós diremos?
Afinal;
Digamos assim...
alvessantos.março/2009
O que eu disse?
O que eles dizem?
O que você disse?
O que eu dizia?
O que eles disseram?
O que nós diremos?
Afinal;
Digamos assim...
alvessantos.março/2009
12 de setembro de 2008
28 de agosto de 2008
Vila Perdida
Vila da Estação Bucãina
Homens, terras, enxadas,
Aço, buraco, covas
Estradas, Ferro, rodas,
Motores, fumaças, estradas,
Trilhos, compridos, rodas.
A estrada de ferro imposta,
O verde, a mata, a encosta.
O homem, a vida, a estrada.
Areia, tijolos, casas,
Homens, Crianças, a estrada,
Estrada, invernos, ruínas.
O trem passa, a vida passa, o tempo passa.
O homem passa, taaaarda, mas passa,
Desamparada, fria e solitária,
Permanece calada, calada.
alvessantos. Agosto 2008
Homens, terras, enxadas,
Aço, buraco, covas
Estradas, Ferro, rodas,
Motores, fumaças, estradas,
Trilhos, compridos, rodas.
A estrada de ferro imposta,
O verde, a mata, a encosta.
O homem, a vida, a estrada.
Areia, tijolos, casas,
Homens, Crianças, a estrada,
Estrada, invernos, ruínas.
O trem passa, a vida passa, o tempo passa.
O homem passa, taaaarda, mas passa,
Desamparada, fria e solitária,
Permanece calada, calada.
alvessantos. Agosto 2008
27 de agosto de 2008
Saia d'água

A formosura destes vales
E a sombra das verdes aroeiras,
O manso leito que dessas águas límpidas
Que cortam a terra traçando toda sua geografia,
Donde toda nossa tristeza se desterra;
O rouco som das águas, a estranha terra,
O esconder do sol pelas caladas montanhas,
Tudo me fascina.
alvessantos,2007
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